segunda-feira, 31 de março de 2014
domingo, 2 de março de 2014
A primeira vez a gente nunca esquece...
Inspirados em matéria realizada
pela revista Veja São Paulo, que trazia relatos da primeira experiência de
celebridades e profissionais liberais nos seus ramos de atuação, os alunos dos módulos III (noturno) e do IVH produziram textos nos quais relatam experiências de primeira vez que foram marcantes em suas vidas.
As
produções dos alunos foram todas revisadas e conduzidas à refacção, tomando-se
o cuidado de alterar no texto somente questões de ordem convencional
(ortografia, acentuação, pontuação). Procurou-se, dentro do possível, manter o
registro linguístico utilizado pelos alunos, a fim de que fiquem ressaltados os
traços de autoria escritural, bem como sejam valorizados os elementos que
pertencem à variedade linguística utilizada pelos alunos, tão importante para o
registro de um texto autobiográfico.
Confira as imagens da exposição dos textos na escola:

Alguns textos:
A primeira vez que li alguma coisa foi
mágico porque eu estava descobrindo um mundo novo.
Quando li a minha primeira frase, não conseguia parar de ler. Eu andava de
ônibus e lia tudo que passava, mesmo errando eu olhava e tentava de novo, o meu
mundo ficou enorme, eu adorava ver os letreiros e ler tudo, li cartazes, lia os
créditos das novelas. Bom, é uma experiência única e que eu saboreio até hoje.
Quanto mais eu leio, mais eu gosto e aprendo. C.R.B., 4H
A primeira vez que eu fui ver o mar foi mesmo muito
lindo. Nunca esqueci aquela emoção diante de tanta beleza daquele mar sem fim.
Os meus filhos então, nem se fala, o quanto eles ficaram felizes. Mas não parou
por aí e quando chegou a nossa vez de passear de barquinho, juntou emoção e
medo daquele barquinho tombar no mar. Mas ocorreu tudo bem e ficamos só com a
lembrança e a emoção que marcou para sempre aquele dia tão lindo para todos
nós. R.M.S., 4H
A primeira vez que eu vi o meu marido foi hilária. Eu tinha acabado de ver um acidente e a irmã
dele me falou “Vamos lá em casa para você tomar uma água com açúcar. Chegando,
vi o irmão dela e disse “Nossa, que gato!”. Ela falou que ele era casado, aí
ela me apresentou o outro, o mais novo. Ficamos amigos e estamos casados até
hoje, 25 anos. Temos três filhos, duas moças e um rapaz lindo, e agora já vamos
ser até avós. Que felicidade! M., 4H
A primeira vez que cheguei à cidade da
São Paulo, eu fiquei com muito medo de sair sozinha. Meu primeiro
passeio foi à praça da República. Depois fui passear na Avenida São João e
conheci o Cine Marabá. Fiquei apaixonada por
cinema. Nunca mais esqueci do
primeiro filme de bang-bang com o
ator Franco Nero que na época estava no auge da carreira. Ele era lindo demais.
E foi assim que eu me apaixonei por essa cidade. S. T. A., 3F
A primeira vez que eu fiz faxina. Quando eu vim do
Paraná, fui fazer faxina numa casa. Chegando lá, a mulher mandou eu lavar o
portão da frente. Quando estava lavando, olhei e estava passando o meu vizinho.
Fiquei com tanta vergonha que fui correndo, escorreguei e levei um tombo. Me
machuquei muito e continuei a fazer a faxina. Marcou a minha vida. Jurei que eu
ia aprender uma profissão. Conquistei o meu sonho hoje. Sou costureira. J., 3C
A primeira vez que quase fui nessa. Dia 31 de dezembro de 2012, 23h15, eu estava andando de moto, de boa, me
divertindo pela quebrada mais um amigo. Fui em muitas casas dos parças e
familiares. Quando tava indo para o funk com amigos e amigas, apareceu um gato
na minha frente. Me assustei muito, minha alma tava saindo do meu corpo. Ainda
bem que eu não bati em nada. Se tivesse, já era. Não estaria mais aqui, mas
gostei do susto que eu tomei. Fiquei atento e ainda fiquei com muito medo.
Passei lá e vi o gato parado no mesmo lugar. Quase morri por causa desse gato
maluco. Ele parou, ficou miando para mim... gato malandro! Depois dessa fui
embora. M.S.P., 3D
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Abram alas para a cultura popular brasileira!!!
No último dia 03 de dezembro, terça-feira, foi apresentado no CEU Parque Bristol o espetáculo "Abram alas para a cultura popular brasileira!", dirigido pela professora Meire Lima e cujo elenco foi composto pelos alunos do CIEJA Clóvis Caitano Miquelazzo. A proposta consistiu em apresentar por meio da dança, do canto, da atuação um pouco da diversidade cultural de nosso país.
Como afirma a professora Meire, em relação ao processo de criação do espetáculo: "Quando cheguei ao CIEJA para atuar como professora de Arte trouxe comigo diversas cartas na manga. Todas tiveram que ser repensadas diante da diversidade dos grupos que encontrei para desenvolver meu trabalho. Percebi muito rápido a incidência maciça de imigrantes de todos os lugares do Brasil, mas principalmente do Norte e Nordeste. Naturalmente, o ponto de partida que escolhi para iniciar meu trabalho foi a Cultura Popular Brasileira. Considerando a diversidade dos grupos, criei este espetáculo como uma síntese dos conteúdos trabalhados na disciplina de Arte durante todo o segundo semestre, aproximando os universos de cada pequeno grupo".
Essa troca entre os grupos que formam uma escola heterogênea exigiu de toda a equipe do CIEJA e especialmente da Professora Meire um esforço coletivo que culminou num momento de realização e de protagonismo dos nossos educandos. "Determinação e dedicação são pontos fortes e este trabalho está repleto deles", ratifica a Coordenadora Geral do CIEJA, Ana Regina Borgatto.
Confira abaixo a íntegra do espetáculo dividida em quadros:
As estrangeiras
Capoeira
O lobisomem
Canções de trabalho
Carimbó
A loira do banheiro
No tabuleiro da baiana
Auto do boi bumbá
Apoteose
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
O "Auto do Boi" no CIEJA
No dia 22 de agosto, por ocasião do dia do Folclore, a professora Meire organizou o "Auto do Boi". Confira o vídeo:
No dia anterior (21), o boi foi "batizado", recebeu um nome e uma certidão de nascimento. Denominado "Cara Preta" pelos alunos do primeiro período, recebeu o sobrenome de "Bandido" pelos educandos do segundo período noturno.
O Auto é resultado de um processo que levou em torno de um mês no qual Meire Regina, professora de artes do CIEJA, trabalhou o folclore e as festas em torno da figura do Boi e trabalhou a redação de cordéis e quadrinhas.
Os alunos também confeccionaram suas roupas para festa a partir da técnica de customização com materiais como retalhos, fuxicos, fitas e lacres de lata.
O Bumba meu Boi ou Boi Bumbá é uma dança do folclore brasileiro que gira em torno de uma lenda da morte e ressurreição de um boi. A festa é realizada em todo o Brasil, especialmente no Norte e Nordeste, onde há muitas agremiações que organizam o festejo. Inspirada em tradições europeias, a festa é enriquecida por elementos africanos e indígenas no Brasil, estando associada ao período das festas juninas, mas não se restringindo somente à essa época do ano.
Confira outras fotos da festa:segunda-feira, 5 de agosto de 2013
CIEJA inicia oficinas de leitura, escrita e cálculo
Na sexta-feira, 02 de agosto, o CIEJA iniciou as oficinas de leitura, escrita e cálculo. Reorganizando os alunos da escola de acordo com as dificuldades identificadas pelos professores durante o primeiro semestre, o objetivo do projeto é criar um espaço que possibilite aos educadores darem atenção específicas a certas necessidades educacionais, especialmente aquelas referentes à alfabetização, ao letramento, à interpretação de textos e à quantificação e operações básicas da matemática.
Divididos em quatro grupos, os educandos trabalharam nestas primeiras oficinas com o texto jornalístico. As atividades buscaram contemplar aspectos da leitura, desde o reconhecimento de palavras até as características típicas do gênero em questão.
Para as próximas sextas-feiras, a proposta é dar continuidade ao trabalho com jornal. Abaixo, confira mais fotos das oficinas:
sábado, 15 de junho de 2013
Escritor gaúcho visita CIEJA e conversa com alunos sobre drogas
No dia 06 de
junho tivemos o prazer de receber a visita da Sra. Silvana Moura
Riguengo, representante de SME/ DOT- Sala e Espaço de Leitura, do Sr. Bruno Silva D’Abruzzo, representante da Editora
Dubolsinho e Editora Aaatchim, e do capitão da Polícia Militar do Rio Grande do
Sul e escritor Oscar Bessi Filho, que
realizou uma palestra para os alunos dos módulos III e IV do período noturno
onde expôs a relação entre o crime e as drogas: crack, cocaína e maconha, o
cigarro, o álcool, além de temas como a impunidade e a maioridade.
O escritor Oscar,
natural da cidade de Montenegro (RS) é também colunista dos jornais Correio
do Povo, Ibiá e Folha de São Borja. Já escreveu as novelas “ O assassinato da Santa” (1998),”Um Morto a Mais” (1999),”As cartas de
Cristóvão” (2000) e crônicas “Corra
que a brigada vem aí” (2003). Sua estreia na literatura para jovens foi com
o livro: “ O outro lado do caleidoscópio”
(2008) e neste ano está lançando seu novo livro: “Um caminho no meio das pedras”.
Durante a
sua apresentação o escritor mostrou ilustrações do
livro de autoria do publicitário e ilustrador Fausto Prats, nascido em Iguape,
S.P.
O escritor
também deu muita ênfase sobre a
importância de trabalhar com todas as formas de arte na vida das crianças,
jovens e adultos, entre elas a literatura, dada sua capacidade de tornar as pessoas mais humanas.
Os alunos
se mostraram muito interessados e a palestra foi encerrada com encaminhamento
de perguntas e debates. O escritor, muito gentil, autografou e ofereceu alguns
exemplares para a biblioteca da escola.
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Alunos dos módulos iniciais visitam CCBB
Nos dias 22 e 23 de maio, os alunos dos módulos I e II dos períodos matutino e noturno acompanhados das professoras Célia, Eli, Leny e Evelyn visitaram a exposição do artista chinês Cao Guo-Quiang, em cartaz no CCBB.
Intitulada Cai Guo-Qiang: Da Vincis do Povo, a exposição traz a São Paulo engenhocas e invenções desenvolvidas em colaboração com inventores chineses amadores. Além disso, há também uma série de desenhos feitos com pólvora. Com a colaboração de fotos tiradas por amigos que moram no Brasil, o artista, utilizando essa técnica, criou vários quadros com temas brasileiros (carnaval, praias, vendedores ambulantes).
Os alunos ficaram muito encantados com a maneira diferente que ele utilizou para produzir suas obras, como também por ver robôs feitos com sucata funcionando.
A exposição vai até o final do mês de junho e é gratuita. Para mais informações, basta acessar o site do CCBB clicando aqui.
Confira outras fotos:
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