domingo, 15 de maio de 2011

Aulas de Artesanato 2011


          Após uma pausa nas tradicionais oficinas de artesanato do CIEJA, devido à reforma de algumas salas do prédio, as aulas com a professora Marlene Elias retornaram com toda a força.
          As oficinas ocorrem às segundas e quintas-feiras, das 15h30 às 17h45 e estão permanentemente com as incrições abertas. Participam delas alunos da escola e pessoas da comunidade, assim como jovens e idosos.


          Sob orientação da professora Marlene, os alunos produzem diversos tipos de artesanato. Para o início deste ano o enfoque está na técnica patch apliquês para produção de panos de prato. Também foram produzidas pequenas bolas de isopor com vidrilhos e paetês. Futuramente, a professora planeja trabalhar com colchas de fuxico.


          Os trabalhos realizados pelos alunos durante o ano ficam expostos na Mostra CIEJA e são sempre um sucesso, pois colaboram inclusive para elevar a autoestima de nossos educandos. "Depois que comecei a oficina, parei de tomar antidepressivo", diz a aluna Rosilene, do 4D. Já Kátia, que pertence à comunidade, diz que "o tempo passa que a gente nem vê". 

 

          O objetivo da oficina é capacitar alunos e pessoas da comunidade a desenvolver técnicas de artesanato e transformar a produção numa fonte de renda alternativa. Essa ação foi a forma como a professora Marlene respondeu a um dos objetivos do nosso plano escolar que, dentre outras propostas, prevê a necessidade de desenvolver estratégias de economia solidária.
          Confira alguns trabalhos realizados pela Oficina no último mês:



          

domingo, 1 de maio de 2011

Alunos participam do Projeto Mata Atlântica no ZooSP

          Nos dias 12 e 14 de abril de 2011, os alunos do CIEJA participaram do projeto ambiental de conscientização da preservação da Mata Atlântica, promovida pelo Zoo São Paulo. O projeto é desenvolvido preferencialmente com as escolas ao redor do PEFI - Parque Estadual Fontes do Ipiranga, que compreende alguns importantes espaços da região, tais como o Zoológico de São Paulo e o Jardim Botânico. A proposta consiste em expor aos alunos a diversidade da fauna e da flora do bioma em questão com o intuito de levar os alunos a atuarem como multiplicadores da atitude de preservação ao meio ambiente.
          Na primeira atividade da visita, os alunos participaram de uma dinâmica na qual eles deviam expor o que sabiam sobre a Mata Atlântica.
           Já num segundo momento, os monitores contaram aos educandos a história da colonização do Brasil e seus impactos na Mata Atlântica.
          Depois os alunos foram convidados a fazer uma trilha pela Mata Atlântica. Nela foi exposta a diversidade da flora, ensinando também aos participantes sobre a percepção de bioindicadores do equilíbrio no bioma.
          Os alunos também fizeram um passeio monitorado pelo Zoológico com o objetivo de ver animais típicos do bioma.
          Por fim, eles passaram pela mesma atividade inicial com o intuito de registrar o que haviam aprendido sobre a Mata Atlântica.
          O que foi visto na visita também está sendo trabalhado em sala de aula pelos professores de Ciências da Natureza e Matemática. Posteriormente, os alunos construíram um texto coletivo sobre suas aprendizagens e agora estão se aprofundando no tema.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Alerta sobre a conjuntivite


          Nos últimos dois meses percebemos que muitos parentes, vizinhos e colegas de escola foram vítimas da conjuntivite. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde em São Paulo, já foram notificados 176.562 casos da doença, provocada por um vírus que se espalha muito rápido.
          "Os sintomas da conjuntivite são irritação ocular, olho vermelho, edema nas pálpebras, prurido, intolerância à luz e aumento da secreção ocular. O vírus é transmitido no contato direto de mãos e olhos e por meio de objetos contaminados." (Agência Estado, 11/04/2011)
          A melhor forma de prevenir a doença é lavar as mãos com frequência e evitar levá-las aos olhos. Também é importante lavarmos o rosto mais vezes e evitar compartilhar objetos pessoais, tais como toalha, fronha e maquiagem.



           Para saber mais sobre a doença, veja a reportagem do Estado de São Paulo, que também foi trabalhada em sala de aula. Basta clicar aqui.

Formando e informando


          A fim de informar os alunos sobre a doença - sua origem, disseminação, prevenção e tratamento -, os alunos do módulo IV se aprofundaram sobre o assunto e realizaram uma atividade cujo fim foi criar cartazes de esclarecimento sobre a conjuntivite. 
          As aulas em que se trabalhou a questão da conjuntivite fazem parte de um projeto maior: "Por dentro dos fatos: antenados e atualizados", que visa trabalhar temas atuais em uma perspectiva interdisciplinar. O projeto tem por objetivo possibilitar aos alunos não somente se informar sobre o que acontece em São Paulo, no Brasil e no mundo, mas também refletir sobre as informações que circulam na imprensa de um modo crítico. Além disso, essas aulas de atualidades estão sendo ministradas às sextas-feiras com o intuito de diminuir o número de faltas nesse dia, um problema comum à Educação de Jovens e Adultos.
          Veja abaixo um vídeo com depoimentos dos alunos sobre as primeiras aulas:



domingo, 27 de março de 2011

Espécies nativas da Mata Atlântica começam a ser plantadas

         Na sexta-feira, 25, as professoras Célia e Evelyn, dos módulo I e II da manhã, levaram seus alunos para plantar as mudas recebidas do Viveiro Manequinho Lopes.

          Com a monitoria do professor Edmilson, as espécies nativas da Mata Atlântica foram plantadas no fundo da escola.

          A atividade é mais uma etapa da parceria com o Viveiro, que se localiza no Parque do Ibirapuera. O objetivo é conscientizar os alunos quanto à necessidade de se preservar o meio ambiente. Os mesmos poderão acompanhar o desenvolvimento das plantas, muitas delas frutíferas, e terão aulas sobre as espécies que compõem o bioma Mata Atlântica.
          Contudo, a consciência de cuidar do meio ambiente não ocorre do dia para noite. Portanto, o projeto prevê um processo de conscientização também da comunidade, estabelecendo um diálogo que parte da ideia de espaço em comum que deve ser preservado - e usufruído - por todos.

domingo, 20 de março de 2011

CIEJA recebe espécies nativas da Mata Atlântica


          No último dia 18, sexta-feira, o CIEJA Clóvis Caitano Miquelazzo recebeu mudas de espécies nativas da Mata Atlântica. Elas serão plantadas na frente e nos fundos da escola e, além de se tornarem mais um espaço verde para a comunidade, também servirão de espaço de educação ambiental para os alunos do CIEJA.
          Jequitibá, Palmito Jussara, Cedro, Abiu, Pitanga, Jequitibá são algumas das espécies recebidas. Agora, a fase de plantio, segundo o professor Edmilson, responsável na escola pelo projeto, mobilizará os alunos, que aprenderão a cultivar e cuidar das espécies plantadas.
          O recebimento das espécies é mais uma etapa da parceria iniciada em 2010 entre a escola e o Viveiro Manequinho Lopes. Em setembro de 2010, os técnicos do Viveiro vieram ao CIEJA e avaliaram as potencialidades do terreno. Confira a nota publicada neste blog.

domingo, 13 de março de 2011

Educandos visitam Centro Cultural Banco do Brasil


          Nas últimas duas semanas, alunos do CIEJA Clóvis Caitano Miquelazzo visitaram a exposição "Islã: Arte e Civilização" no CCBB - Centro Cultural Banco do Brasil.



          A mostra traça um panorama de mais de 1000 anos da cultura mulçumana, desde o século VIII até os dias atuais. Os alunos jovens e adultos se detiveram por alguns minutos diante de uma tela de computador, onde criaram desenhos para ladrilhos e mosaicos e se encantaram com a seleção de joias, móveis, tapetes, roupas ,cerâmicas e pinturas espalhadas pelas salas temáticas.
         Para a ida ao CCBB, os educandos foram divididos por grupos, tendo ido os períodos da manhã e da tarde no dia 03 de março e o período noturno no último sábado, 12 de março.
         Confira mais algumas fotos da visita:


sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Em primeira saída cultural do ano, CIEJA visita a exposição "Sementes da Mudança"

          Em primeira saída cultural do ano de 2011, os alunos do CIEJA Clóvis Caitano Miquelazzo visitaram a exposição "Sementes da Mudança". Instalada no CEU Parque Bristol, o objetivo do evento é comemorar os dez anos da Carta da Terra mostrando a atual situação do meio ambiente no mundo e como é possível mudar essa realidade, a partir da educação ambiental e da prática dos princípios de sustentabilidade, que são sugeridos na Carta da Terra e podem ser aplicados por qualquer um.
          A exposição esteve instalada em 2010 na UMAPAZ e, atualmente, percorre os CEUs da Cidade de São Paulo. No CEU Parque Bristol, os painéis informativos ganharam uma "trilha" organizada pela SGI (Soka Gakkai Internacional). Durante a dinâmica os alunos percorreram descalços e vendados por um corredor onde os monitores procuram despertar o sentido dos educandos para a textura das plantas e os sons da natureza. Em outro momento da "trilha", os alunos manuseiam uma série de elementos que representam os danos causado pelo homem ao planeta.
          Confira abaixo as fotos da saída cultural:









CONHEÇA UM POUCO MAIS SOBRE
A CARTA DA TERRA

O QUE É?

“Este documento nasceu como resposta às ameaças que pesam sobre o planeta como um todo e como forma de se pensar articuladamente os muitos problemas ecológico-sociais, tendo como referência central a Terra.”

QUAL É A SUA ORIGEM?

“Em 1992, por ocasião da Cúpula da Terra, no Rio de Janeiro, fora proposto tal documento, que, por razões que não cabe aqui referir, não foi aceito. Em seu lugar adotou-se a Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. Desta forma a Agenda 21, o documento mais importante da Eco 92, ficou privado de uma fundamentação e de uma visão integradora. Insatisfeitos, os organizadores, especialmente Maurice Strong, da ONU, e Mikhail Gorbachev, diretor da Cruz Verde Internacional, suscitaram a idéia de se criar um movimento mundial para formular uma Carta da Terra que nascesse de baixo para cima. Deveria recolher o que a humanidade deseja e quer para sua casa comum, a Terra. Depois de reuniões prévias e muitas discussões, criou-se em 1997 a Comissão da Carta da Terra, composta por 23 personalidades dos vários continentes (eu entrei pelo Brasil), para acompanhar uma consulta mundial e redigir o texto da Carta da Terra. Efetivamente, por dois anos, ocorreram reuniões que envolveram 46 países e mais de 100 mil pessoas, desde favelas, comunidades indígenas, universidades e centros de pesquisa, até que, em início de março de 2000, no espaço da Unesco, em Paris, o texto final da Carta da Terra foi aprovado.”

Princípios resumidos na Carta da Terra:

1. Respeitar a Terra e a vida em toda a sua diversidade.

2. Cuidar da comunidade da vida com compreensão, compaixão e amor.

3. Construir sociedades democráticas que sejam justas, participativas, sustentáveis e pacíficas.

4. Garantir as dádivas e a beleza da Terra para as atuais e as futuras gerações.

5. Proteger e restaurar a integridade dos sistemas ecológicos da Terra, com especial preocupação pela diversidade biológica e pelos processos naturais que sustentam a vida.

6. Prevenir o dano ao ambiente como o melhor método de proteção ambiental e, quando o conhecimento for limitado, assumir uma postura de precaução.

7. Adotar padrões de produção, consumo e reprodução que protejam as capacidades regenerativas da Terra, os direitos humanos e o bem-estar comunitário.

8. Avançar o estudo da sustentabilidade ecológica e promover a troca aberta e a ampla aplicação do conhecimento adquirido.

9. Erradicar a pobreza como um imperativo ético, social e ambiental.

10. Garantir que as atividades e instituições econômicas em todos os níveis promovam o desenvolvimento humano de forma eqüitativa e sustentável.

11. Afirmar a igualdade e a eqüidade de gênero como pré-requisitos para o desenvolvimento sustentável e assegurar o acesso universal à educação, assistência de saúde e às oportunidades econômicas.

12. Defender, sem discriminação, os direitos de todas as pessoas a viver em ambiente natural e social capaz de assegurar a dignidade humana, a saúde corporal e o bem-estar espiritual, concedendo especial atenção aos direitos dos povos indígenas e minorias.

13. Fortalecer as instituições democráticas em todos os níveis e proporcionar-lhes transparência e prestação de contas no exercício do governo, participação inclusiva na tomada de decisões e acesso à justiça.

14. Integrar, na educação formal e na aprendizagem ao longo da vida, os conhecimentos, valores e habilidades necessárias para um modo de vida sustentável.

15. Tratar todos os seres vivos com respeito e consideração.

16. Promover uma cultura de tolerância, não-violência e paz.

Caso deseje ler o texto na íntegra, basta clicar aqui.