domingo, 2 de março de 2014

A primeira vez a gente nunca esquece...


Inspirados em matéria realizada pela revista Veja São Paulo, que trazia relatos da primeira experiência de celebridades e profissionais liberais nos seus ramos de atuação, os alunos dos módulos III (noturno) e do IVH produziram textos nos quais relatam experiências de primeira vez que foram marcantes em suas vidas.
As produções dos alunos foram todas revisadas e conduzidas à refacção, tomando-se o cuidado de alterar no texto somente questões de ordem convencional (ortografia, acentuação, pontuação). Procurou-se, dentro do possível, manter o registro linguístico utilizado pelos alunos, a fim de que fiquem ressaltados os traços de autoria escritural, bem como sejam valorizados os elementos que pertencem à variedade linguística utilizada pelos alunos, tão importante para o registro de um texto autobiográfico.
 
Confira as imagens da exposição dos textos na escola:
 
 
 





 
 




 
Alguns textos:
 
A primeira vez que li alguma coisa foi mágico porque eu estava descobrindo um mundo novo. Quando li a minha primeira frase, não conseguia parar de ler. Eu andava de ônibus e lia tudo que passava, mesmo errando eu olhava e tentava de novo, o meu mundo ficou enorme, eu adorava ver os letreiros e ler tudo, li cartazes, lia os créditos das novelas. Bom, é uma experiência única e que eu saboreio até hoje. Quanto mais eu leio, mais eu gosto e aprendo. C.R.B., 4H
A primeira vez que eu fui ver o mar foi mesmo muito lindo. Nunca esqueci aquela emoção diante de tanta beleza daquele mar sem fim. Os meus filhos então, nem se fala, o quanto eles ficaram felizes. Mas não parou por aí e quando chegou a nossa vez de passear de barquinho, juntou emoção e medo daquele barquinho tombar no mar. Mas ocorreu tudo bem e ficamos só com a lembrança e a emoção que marcou para sempre aquele dia tão lindo para todos nós. R.M.S., 4H
 
A primeira vez que eu vi o meu marido foi hilária. Eu tinha acabado de ver um acidente e a irmã dele me falou “Vamos lá em casa para você tomar uma água com açúcar. Chegando, vi o irmão dela e disse “Nossa, que gato!”. Ela falou que ele era casado, aí ela me apresentou o outro, o mais novo. Ficamos amigos e estamos casados até hoje, 25 anos. Temos três filhos, duas moças e um rapaz lindo, e agora já vamos ser até avós. Que felicidade! M., 4H
 
A primeira vez que cheguei à cidade da São Paulo, eu fiquei com muito medo de sair sozinha. Meu primeiro passeio foi à praça da República. Depois fui passear na Avenida São João e conheci o Cine Marabá. Fiquei apaixonada por cinema. Nunca mais esqueci do primeiro filme de bang-bang com o ator Franco Nero que na época estava no auge da carreira. Ele era lindo demais. E foi assim que eu me apaixonei por essa cidade. S. T. A., 3F
 
A primeira vez que eu fiz faxina. Quando eu vim do Paraná, fui fazer faxina numa casa. Chegando lá, a mulher mandou eu lavar o portão da frente. Quando estava lavando, olhei e estava passando o meu vizinho. Fiquei com tanta vergonha que fui correndo, escorreguei e levei um tombo. Me machuquei muito e continuei a fazer a faxina. Marcou a minha vida. Jurei que eu ia aprender uma profissão. Conquistei o meu sonho hoje. Sou costureira. J., 3C
 
A primeira vez que quase fui nessa. Dia 31 de dezembro de 2012, 23h15, eu estava andando de moto, de boa, me divertindo pela quebrada mais um amigo. Fui em muitas casas dos parças e familiares. Quando tava indo para o funk com amigos e amigas, apareceu um gato na minha frente. Me assustei muito, minha alma tava saindo do meu corpo. Ainda bem que eu não bati em nada. Se tivesse, já era. Não estaria mais aqui, mas gostei do susto que eu tomei. Fiquei atento e ainda fiquei com muito medo. Passei lá e vi o gato parado no mesmo lugar. Quase morri por causa desse gato maluco. Ele parou, ficou miando para mim... gato malandro! Depois dessa fui embora. M.S.P., 3D
 
 
 
 
 
 
 
 
 


 

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Abram alas para a cultura popular brasileira!!!

No último dia 03 de dezembro, terça-feira, foi apresentado no CEU Parque Bristol o espetáculo "Abram alas para a cultura popular brasileira!", dirigido pela professora Meire Lima e cujo elenco foi composto pelos alunos do CIEJA Clóvis Caitano Miquelazzo. A proposta consistiu em apresentar por meio da dança, do canto, da atuação um pouco da diversidade cultural de nosso país.
Como afirma a professora Meire, em relação ao processo de criação do espetáculo: "Quando cheguei ao CIEJA para atuar como professora de Arte trouxe comigo diversas cartas na manga. Todas tiveram que ser repensadas diante da diversidade dos grupos que encontrei para desenvolver meu trabalho. Percebi muito rápido a incidência maciça de imigrantes de todos os lugares do Brasil, mas principalmente do Norte e Nordeste. Naturalmente, o ponto de partida que escolhi para iniciar meu trabalho foi a Cultura Popular Brasileira. Considerando a diversidade dos grupos, criei este espetáculo como uma síntese dos conteúdos trabalhados na disciplina de Arte durante todo o segundo semestre, aproximando os universos de cada pequeno grupo".
Essa troca entre os grupos que formam uma escola heterogênea exigiu de toda a equipe do CIEJA e especialmente da Professora Meire um esforço coletivo que culminou num momento de realização e de protagonismo dos nossos educandos. "Determinação e dedicação são pontos fortes e este trabalho está repleto deles", ratifica a Coordenadora Geral do CIEJA, Ana Regina Borgatto.
Confira abaixo a íntegra do espetáculo dividida em quadros:

As estrangeiras
 
Capoeira
 
O lobisomem
 
Canções de trabalho
 
Carimbó
 
A loira do banheiro
 
No tabuleiro da baiana
 
Auto do boi bumbá
 
Apoteose

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

O "Auto do Boi" no CIEJA

No dia 22 de agosto, por ocasião do dia do Folclore, a professora Meire organizou o "Auto do Boi". Confira o vídeo:

 
 
No dia anterior (21), o boi foi "batizado", recebeu um nome e uma certidão de nascimento. Denominado "Cara Preta" pelos alunos do primeiro período, recebeu o sobrenome de "Bandido" pelos educandos do segundo período noturno.


O Auto é resultado de um processo que levou em torno de um mês no qual Meire Regina, professora de artes do CIEJA, trabalhou o folclore e as festas em torno da figura do Boi e trabalhou a redação de cordéis e quadrinhas.
Os alunos também confeccionaram suas roupas para festa a partir da técnica de customização com materiais como retalhos, fuxicos, fitas e lacres de lata.




O Bumba meu Boi ou Boi Bumbá é uma dança do folclore brasileiro que gira em torno de uma lenda da morte e ressurreição de um boi. A festa é realizada em todo o Brasil, especialmente no Norte e Nordeste, onde há muitas agremiações que organizam o festejo. Inspirada em tradições europeias, a festa é enriquecida por elementos africanos e indígenas no Brasil, estando associada ao período das festas juninas, mas não se restringindo somente à essa época do ano.
Confira outras fotos da festa:



 
 





segunda-feira, 5 de agosto de 2013

CIEJA inicia oficinas de leitura, escrita e cálculo

         
 
          Na sexta-feira, 02 de agosto, o CIEJA iniciou as oficinas de leitura, escrita e cálculo. Reorganizando os alunos da escola de acordo com as dificuldades identificadas pelos professores durante o primeiro semestre, o objetivo do projeto é criar um espaço que possibilite aos educadores darem atenção específicas a certas necessidades educacionais, especialmente aquelas referentes à alfabetização, ao letramento, à interpretação de textos e à quantificação e operações básicas da matemática.
          Divididos em quatro grupos, os educandos trabalharam nestas primeiras oficinas com o texto jornalístico. As atividades buscaram contemplar aspectos da leitura, desde o reconhecimento de palavras até as características típicas do gênero em questão.
          Para as próximas sextas-feiras, a proposta é dar continuidade ao trabalho com jornal. Abaixo, confira mais fotos das oficinas:
 









 

sábado, 15 de junho de 2013

Escritor gaúcho visita CIEJA e conversa com alunos sobre drogas


          No dia 06 de junho tivemos o prazer de receber a visita da Sra. Silvana Moura Riguengo, representante de SME/ DOT- Sala e Espaço de Leitura, do Sr. Bruno  Silva D’Abruzzo, representante da Editora Dubolsinho e Editora Aaatchim, e do capitão da Polícia Militar do Rio Grande do Sul e  escritor Oscar Bessi Filho, que realizou uma palestra para os alunos dos módulos III e IV do período noturno onde expôs a relação entre o crime e as drogas: crack, cocaína e maconha, o cigarro, o álcool, além de temas como a impunidade e a maioridade.
          O escritor Oscar, natural  da cidade de Montenegro (RS) é também colunista dos jornais Correio do Povo, Ibiá e Folha de São Borja. Já escreveu as novelas “ O assassinato da Santa” (1998),”Um Morto a Mais” (1999),”As cartas de Cristóvão” (2000) e crônicas “Corra que a brigada vem aí” (2003). Sua estreia na literatura para jovens foi com o livro: “ O outro lado do caleidoscópio” (2008) e neste ano está lançando seu novo livro: “Um caminho no meio das pedras”.
 
          Durante a sua apresentação o escritor mostrou ilustrações do livro de autoria do publicitário e ilustrador Fausto Prats, nascido em Iguape, S.P.
          O escritor também  deu muita ênfase sobre a importância de trabalhar com todas as formas de arte na vida das crianças, jovens e adultos, entre elas a literatura, dada sua capacidade de tornar as pessoas mais humanas.
           Os alunos se mostraram muito interessados e a palestra foi encerrada com encaminhamento de perguntas e debates. O escritor, muito gentil, autografou e ofereceu alguns exemplares para a biblioteca da escola.         


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Alunos dos módulos iniciais visitam CCBB


          Nos dias 22 e 23 de maio, os alunos dos módulos I e II dos períodos matutino e noturno acompanhados das professoras Célia, Eli, Leny e Evelyn visitaram a exposição do artista chinês Cao Guo-Quiang, em cartaz no CCBB.
          Intitulada Cai Guo-Qiang: Da Vincis do Povo, a exposição traz a São Paulo engenhocas e invenções desenvolvidas em colaboração com inventores chineses amadores. Além disso, há também uma série de desenhos feitos com pólvora. Com a colaboração de fotos tiradas por amigos que moram no Brasil, o artista, utilizando essa técnica, criou vários quadros com temas brasileiros (carnaval, praias, vendedores ambulantes).
         Os alunos ficaram muito encantados com a maneira diferente que ele utilizou para produzir suas obras, como também por ver robôs feitos com sucata funcionando.
          A exposição vai até o final do mês de junho e é gratuita. Para mais informações, basta acessar o site do CCBB clicando aqui.

Confira outras fotos: